Diário de viagem na Capadócia
27/12 - 06h00. Desperto sozinha, apesar de ter ido dormir às 03h00 da manhã. Não consigo mais dormir. Decido ir à academia do hotel, porque férias nunca são uma boa época para voltar cabendo nas roupas, né? E a tonelada de piadinhas no facebook de antes e depois do Natal me cansou a beleza, mas vi uma certa razão... hahahahahaha.
27/12 - 06h00. Desperto sozinha, apesar de ter ido dormir às 03h00 da manhã. Não consigo mais dormir. Decido ir à academia do hotel, porque férias nunca são uma boa época para voltar cabendo nas roupas, né? E a tonelada de piadinhas no facebook de antes e depois do Natal me cansou a beleza, mas vi uma certa razão... hahahahahaha.
Tomamos um avião para Capadócia, região central da Turquia, onde está muito mais frio do que eu imaginei que estivesse. Meu pai, que pira num clima frio, adorou. Eu e Teresa, que somos friorentas, nem tanto.
Chegamos pela manhã, fomos pegos no aeroporto e no caminho para o hotel, a primeira supresa - o parquinho das crianças... Todo restaurante grande de estrada, tem um parquinho para crianças. Até aí beleza. Tem gira-gira, trepa-trepa, gangorra, casinha de bonecas, certo??? ERRADO! Aqui tem uma mini-mesquita para as criancinhas rezarem bonitinhas, voltadas para Meca.
Ok, Call me old fashioned, mas eu preferia quando tinha só o escorrega e a gangorra...
Daí chegamos ao Hotel, que por sinal, recomendo! Chama-se Hotel Museum e leva esse nome por todos os cômodos (inclusive os quartos) terem objetos da coleção pessoal de seu dono. Mas o mais incrível, é que o hotel fica numa caverna da Capadócia... Ele é todo adaptado, de forma que você nem percebe, mas é maravilhoso. Só não recomendo se você vier com sua vovó para cá, porque tem muitas escadas.
Saleta do meu quarto. SOU RYCAHHHHHH #sqn
Corredor entre a saleta e o quarto. Vejam as paredes, de uma caverna,
Meu quarto, como sempre, meio bagunçado. hehehehehe
Ganhei ate vinho da Capadócia pra experimentar no Brasil! :)
Depois de nos acomodarmos, saímos para uns rolês nas cidades aqui da região. As formações geológicas da Capadócia são resultado de fenômenos vulcânicos e da erosão, mas são habitadas até hoje por alguns turcos. Foram, durante um bom tempo da história, um importante centro para os cristãos ortodoxos, que construíram mais de 8 mil cidades subterrâneas para fugirem dos Romanos e dos Otomanos.
Visitamos uma fábrica de cerâmica, onde pudemos aprender 2 artes milenares da região. A primeira, e mais óbvia, a cerâmica em si, que é feita aqui por mais de 4 mil anos, tendo sido desenvolvida pelos hititas e aprimoradas desde então. A segunda arte, e mais sutil, a da negociação. O senhor que nos mostrou toda a fábrica de cerâmica nos envolveu de uma forma com seu papo (por sinal, falava português fluentemente), trouxe elementos familiares, me fez fazer um vasinho de cerâmica (que ficou horroroso, mas minhas mãos beeeem macias) mas, mesmo assim, disse que eu era boa, e me considerava sua prima. Ao final, nos levou a uma loja maravilhosa e mesmo sem pedirmos, nos deu 30% de desconto em todas as peças, porque éramos muito importantes para a família deles. Um papo excelente... Claro, gastamos os tufos.
O forno e algumas peças de cerâmica
Meu vasinho maravilhoso e a calça linda e sebosa que eles me deram para vestir
Depois fomos visitar o que aqui chamam de Castelo, mas na verdade, serviu como uma fortaleza por muito tempo. É o lugar mais alto da Capadócia e, portanto, tinha propósitos de defesa da região. Vimos o por do sol mais magnífico do mundo e tomamos suco de romã.
O "Castelo", Papi e Tê
Por do sol do "castelo"
Resolvemos voltar a pé para o hotel, mas tinha muita neve e muito frio e, como eu disse, estávamos na parte mais alta da Capadócia, o que significava ter de descer. Resultado: pés molhados, muito frio e um eventual tombo. Mas ninguém se machucou... UFA!
No dia 28 acordei às 5 da matina (percebam que aqui a vida num tá sendo fácil) porque eu ia voar de balão e me pegariam às 6h00. Meu pai e a Tê não quiseram ir no passeio. Fui adotada por um casal de turcos muito simpáticos, ela, professora de Estatística na Universidade de Mármara, em Istambul e ele não sei, porque não falava inglês. Mas parecia simpático.
As fotos desse passeio falam por si.
Igreja da Cidade Subterrânea. A cidade ficava pronta sempre. Quando o perigo chegava, todos desciam e ali permaneciam por até 15 dias. Havia lugar para armazenar comida, bebida, quartos, refeitórios, cozinhas... tudo!
Árvore dos olhos, para tirar mau olhado e dar sorte.
Árvores decoradas. Toni, vamos colocacar umas lanterninhas dessas no nosso apê?
Daí fomos almoçar
Aqui se come demaaaaaaaaaaaais. Projeto acordar cedo e ir à academia: ATIVAR.
E logo partimos para o Museu de Tesouros da Turquia, em Göreme. Trata-se de um museua ceu aberto, onde se fundou uma escola do cristianismo, qusndo o mesmo era proibido na Turqua.
Museu
Por fim, fomos a uma apresentação de Dervishes, que são Mulçumanos Sufis, que foram um dia praticamente monges, fazendo votos de pobreza e abnegação. Hoje em dia a maioria deles tem famílias e trabalham até mesmo em bancos. Para quem nunca ouviu falar deles, Dervishes entram numa espécie de transe enquanto dançam passos circulares muito bem calculados, inclusive com base em científica - os movimentos são todos no sentido anti-horário (o mesmo sentido de rotação da Terra) - enquanto cantam e tocam instrumentos rústicos.
Essa apresentação foi em uma Kervansaray (Caravançarai), que se destinava aos mercadores viajantes do oriente, para que pudessem descansar de suas longas jornadas em um local seguro, sem perigo de serem saqueados.
Segue a foto do Pátio da Kervansaray (que significa Palácio das Caravanas) e s do show dos Dervishes.
Pátio da Kervansaray
Dervishes
Antes de terminar o post:
O que não podíamos esquecer de histórias turcas.
1) Como se chama delivery na Turquia? Alo Paket.
2) Comemos em um restaurante lotado de gatos, em que os animaizinhos pulavam nos clientes, comiam suas comidas, etc...
3) Em outro momento "I'm a DJYVAH", o garçom do hotel, que nos servia no café da manhã, veio com todo o papinho e blablabla. Me serviu, me levou até a mesa de braços dados, levando meu prato. Ao ver a cena, Teresa e meu pai não contiveram a risada... Mas isso não inibiu o moço de fazer o mesmo no dia seguinte. hahahahahahaha.
Beijos e aguardem mais histórias
Ju


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uau, quanta coisa interessante!!! kkkk, quer dizer que meu cumpadre não poderia ter sido cristão e nem toupeira!!!!!
ResponderExcluirbj a todos
BETH
Lindas as fotos! E eu entendo perfeitamente teu pai porque também sou claustrofóbico! rs
ResponderExcluirBeijão e bons passeios!
Olavo
Demaaaaisssss Juba! Amei! Amei as fotos, as histórias, a viagem (que vontade de estar junto) e a árvores e as lanterninhas do nosso apê! <3
ResponderExcluirO post anterior é hilário! hahahahahah. Sua cara!
Beijoooo!