segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Kapadokya

Diário de viagem na Capadócia

27/12 - 06h00. Desperto sozinha, apesar de ter ido dormir às 03h00 da manhã. Não consigo mais dormir. Decido ir à academia do hotel, porque férias nunca são uma boa época para voltar cabendo nas roupas, né? E a tonelada de piadinhas no facebook de antes e depois do Natal me cansou a beleza, mas vi uma certa razão... hahahahahaha.

Depois disso, meu dia começou com essa vista, tomando café da manhã

Nascer do sol no Bósforo.

Tomamos um avião para Capadócia, região central da Turquia, onde está muito mais frio do que eu imaginei que estivesse. Meu pai, que pira num clima frio, adorou. Eu e Teresa, que somos friorentas, nem tanto.

Chegamos pela manhã, fomos pegos no aeroporto e no caminho para o hotel, a primeira supresa - o parquinho das crianças... Todo restaurante grande de estrada, tem um parquinho para crianças. Até aí beleza. Tem gira-gira, trepa-trepa, gangorra, casinha de bonecas, certo??? ERRADO! Aqui tem uma mini-mesquita para as criancinhas rezarem bonitinhas, voltadas para Meca. 


Ok, Call me old fashioned, mas eu preferia quando tinha só o escorrega e a gangorra... 

Daí chegamos ao Hotel, que por sinal, recomendo! Chama-se Hotel Museum e leva esse nome por todos os cômodos (inclusive os quartos) terem objetos da coleção pessoal de seu dono. Mas o mais incrível, é que o hotel fica numa caverna da Capadócia... Ele é todo adaptado, de forma que você nem percebe, mas é maravilhoso. Só não recomendo se você vier com sua vovó para cá, porque tem muitas escadas.



 Saleta do meu quarto. SOU RYCAHHHHHH #sqn

Corredor entre a saleta e o quarto. Vejam as paredes, de uma caverna,



Meu quarto, como sempre, meio bagunçado. hehehehehe


Ganhei ate vinho da Capadócia pra experimentar no Brasil! :) 

Depois de nos acomodarmos, saímos para uns rolês nas cidades aqui da região. As formações geológicas da Capadócia são resultado de fenômenos vulcânicos e da erosão, mas são habitadas até hoje por alguns turcos. Foram, durante um bom tempo da história, um importante centro para os cristãos ortodoxos, que construíram mais de 8 mil cidades subterrâneas para fugirem dos Romanos e dos Otomanos. 

Visitamos uma fábrica de cerâmica, onde pudemos aprender 2 artes milenares da região. A primeira, e mais óbvia, a cerâmica em si, que é feita aqui por mais de 4 mil anos, tendo sido desenvolvida pelos hititas e aprimoradas desde então. A segunda arte, e mais sutil, a da negociação. O senhor que nos mostrou toda a fábrica de cerâmica nos envolveu de uma forma com seu papo (por sinal, falava português fluentemente), trouxe elementos familiares, me fez fazer um vasinho de cerâmica (que ficou horroroso, mas minhas mãos beeeem macias) mas, mesmo assim, disse que eu era boa, e me considerava sua prima. Ao final, nos levou a uma loja maravilhosa e mesmo sem pedirmos, nos deu 30% de desconto em todas as peças, porque éramos muito importantes para a família deles. Um papo excelente... Claro, gastamos os tufos.

O forno e algumas peças de cerâmica

 Meu vasinho maravilhoso e a calça linda e sebosa que eles me deram para vestir

Depois fomos visitar o que aqui chamam de Castelo, mas na verdade, serviu como uma fortaleza por muito tempo. É o lugar mais alto da Capadócia e, portanto, tinha propósitos de defesa da região. Vimos o por do sol mais magnífico do mundo e tomamos suco de romã.


O "Castelo", Papi e Tê

Por do sol do "castelo"

Resolvemos voltar a pé para o hotel, mas tinha muita neve e muito frio e, como eu disse, estávamos na parte mais alta da Capadócia, o que significava ter de descer. Resultado: pés molhados, muito frio e um eventual tombo. Mas ninguém se machucou... UFA!


No dia 28 acordei às 5 da matina (percebam que aqui a vida num tá sendo fácil) porque eu ia voar de balão e me pegariam às 6h00. Meu pai e a Tê não quiseram ir no passeio. Fui adotada por um casal de turcos muito simpáticos, ela, professora de Estatística na Universidade de Mármara, em Istambul e ele não sei, porque não falava inglês. Mas parecia simpático.

As fotos desse passeio falam por si.

Nascer do sol

O vale
 E estamos subindo...

O vale dos falos à esquerda



Depois fomos explorar mais a região. Primeira parada: cidade subterrânea. Não conseguimos finalizar esse passeio todo, porque meu pai é claustrofóbico e tinham corredores muito pequennos. Chegamos à conclusão de que ele não poderia ser um Cristão à época, para fugir para debaixo da terra, tampoco mineiro ou uma toupeira. Em seguida, fomos a um local com uma vista incrível e umas arvorezinhas lindas!

Igreja da Cidade Subterrânea. A cidade ficava pronta sempre. Quando o perigo chegava, todos desciam  e ali permaneciam por até 15 dias. Havia lugar para armazenar comida, bebida, quartos, refeitórios, cozinhas... tudo!

 Árvore dos olhos, para tirar mau olhado e dar sorte.


Árvores decoradas. Toni, vamos colocacar umas lanterninhas dessas no nosso apê?

Daí fomos almoçar


Aqui se come demaaaaaaaaaaaais. Projeto acordar cedo e ir à academia: ATIVAR.

E logo partimos para o Museu de Tesouros da Turquia, em Göreme. Trata-se de um museua ceu aberto, onde se fundou uma escola do cristianismo, qusndo o mesmo era proibido na Turqua.


Museu

Por fim, fomos a uma apresentação de Dervishes, que são Mulçumanos Sufis, que foram um dia praticamente monges, fazendo votos de pobreza e abnegação. Hoje em dia a maioria deles tem famílias e trabalham até mesmo em bancos. Para quem nunca ouviu falar deles, Dervishes entram numa espécie de transe enquanto dançam passos circulares muito bem calculados, inclusive com base em científica - os movimentos são todos no sentido anti-horário (o mesmo sentido de rotação da Terra) - enquanto cantam e tocam instrumentos rústicos. 

Essa apresentação foi em uma Kervansaray (Caravançarai), que se destinava aos mercadores viajantes do oriente, para que pudessem descansar de suas longas jornadas em um local seguro, sem perigo de serem saqueados. 

Segue a foto do Pátio da Kervansaray (que significa Palácio das Caravanas) e s do show dos Dervishes.


Pátio da Kervansaray

Dervishes


Antes de terminar o post:

O que não podíamos esquecer de histórias turcas.

1) Como se chama delivery na Turquia? Alo Paket.
2) Comemos em um restaurante lotado de gatos, em que os animaizinhos pulavam nos clientes, comiam suas comidas, etc...
3) Em outro momento "I'm a DJYVAH", o garçom do hotel, que nos servia no café da manhã, veio com todo o papinho e blablabla. Me serviu, me levou até a mesa de braços dados, levando meu prato. Ao ver a cena, Teresa e meu pai não contiveram a risada... Mas isso não inibiu o moço de fazer o mesmo no dia seguinte. hahahahahahaha.

Beijos e aguardem mais histórias
Ju

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

First Stop: Türkiye Cumhuriyeti

Frio frio frio.


Chegamos ontem (26.12) em Istambul e hoje pela manhã viemos para Capadócia.

Minha última vez por aqui foi em 2006, eu tinha acabado de entrar na faculdade e ganhara dos meus pais um ticket para onde quer que eu quisesse no mundo. Eu queria Tailândia, mas fui para Egito e Turquia (hahahahahaha). Well, well... Não foi o destino que eu havia escolhido, mas mesmo assim, foram férias inesquecíveis, em vários sentidos e níveis. Tenho mixed feelings quando penso na Turquia, porque eu quase morri aqui. Mas isso é história para um livro, que eu quiçá hei de escrever, e não para o blog de peripércias de viagem! #FicaADica que ainda não fui para Tailândia! O próximo roteiro incluí, ainda, Laos, Cambodia e Vietnã.

Mas revisitar a Turquia, devo dizer, me empolgou muito... o país, além de maravilhoso, tem um quê de caldeirão cultural que me encanta. Por estar em uma área geograficamente estratégica (para os perdidos de plantão, como eu, tá aqui o mapa...) entre a Europa e a Ásia, foi palco de diversas batalhas, disputas, guerras, invasões e afins, que resultou no que é hoje.


(se você não gosta de história - i.e. a matéria da escola -, pode pular para o "I'm a Djyvah! Só que não!).

Na Península da Anatólia, que constitui a maior parte do que hoje conhecemos como Turquia, encontram-se alguns dos assentamentos neolíticos mais antigos do mundo que se tem conhecimento. Os hititas, povo que se fundiu com os hatitas, habitaram a região entre 2000 - 1700 a.C., fundaram o primeiro grande império da área (que existiu entre os séculos XVIII e XIII a.C.) e rivalizou em poder com o Egito Antigo.

A partir de 1200 a.C., as Costas da Anatólia foram colonizadas pelo Império Grego, que fundaram cidades importante, como Mileto, Éfeso, Esmirna e Bizâncio. Alexandre, o Grande conquista a Anatólia em 334 a.C. e após sua morte, a região foi dividida em pequenos reinos helenistas (Britínia, Capadócia, Pérgamo e Ponto), que foram absorvidos pela República Romana em meados do século I d.C.

Em 324 o imperador Constantino I escolheu Bizâncio para capital do Império Romano, rebatizando-a de Nova Roma (após sua morte, a cidade chamaria Constantinopla, que atualmente é ISTANBUL.) Esta foi também a capital do Império Romano do Oriente (286 - séc V), também conhecido como Império Bizantino.

Mas, mas, mas... e como a Turquia não é um país Cristão, se a influência Romana foi tão forte na região?



Enquanto tinha um monte de Bizantino na Anatólia, os Seljúcidas, povo nômade, muçulmanos sunitas, e ramo dos turcos oguzes, se estabeleceram no século X na periferia dos domínios dos Abássidas, a norte dos mares Cáspio e Aral. Um século depois, começaram a emigrar para as regiões orientais da Anatólia, que se tornariam a pátria dos oguzes após a Batalha de Manziquerta, em 1071, na qual os turcos derrotaram os bizantinos. Essa vitória foi determinante para a formação do Sultanato Seljúcida da Anatólia (ou Sultanato de Rum), que dominava a Ásia Central, o Irã, a Anatólia e o Sudeste Asiático.

Em 1243, os exércitos seljúcidas foram derrotados pelos mongóis, o que causou a desintegração de seu poder em uma série de principados. Um deles, o  dos Otomanos, se impôs aos restantes (principalmente a partir do reinado de Osman I, que declarou a independência em 1299 e funda a dinastia Otomana).

Em 29 de maio de 1493, - pausa para reflexão: pensem que, do outro lado do mundo, Europeus estão "descobrindo a América" por essa época). Vejam TUDO o que já aconteceu em terras anatólicas. Fim da pausa. - os otomanos, liderados pelo Sultão Medmed II, apelidado de Fatih ("conquistador", "vitorioso"), acabaram com o Império Bizantino e todos seus mosaicos belíssimos, ao conquistarem Constantinopla, acontecimento que marca o que muitos de nós aprendemos na escolinha como fim da Idade Média.



O Império Otomano, por sua vez, atingiu seu apogeu entre os séculos XVI e XVII, quando foi uma das maiores potências mundiais. No fim do século XVI, os territórios desse império estendiam-se em uma área de mais de 5,6 milhões de km2, que ia desde os Balcãs e partes da Hungria, até ao que são hoje os países árabes, além de toda a costa mediterrânea do Norte da África e de todas as áreas costeiras do Mar Negro.

Mas depois dos séculos de glória, vieram dois de decadência. Durante esse período, o império foi gradualmente diminuindo. No virar do século XIX para o XX, a Alemanha de Guilherme II tornou-se um de seus principais aliados, o que o levou a entrar na Primeira Grande Guerra (do lado errado, é claro...).




Até agora a história foi assim: assentamentos neolíticos - Hatitas - Hititas (que rivalizavam com Egito Antigo) - Gregos - Reinos Helenitas - República Romana - Império Romano do Oriente - Suljúcidas - Otomanos.

Em 1917, antes do fim da guerra, França, Itália e Reino Unido tinham assinado um acordo (Acordo de Saint-Jean-de-Maurienne, para os amigos internacionalistas S2), que previa a partilha do Império Otomano após o fim da guerra. Três anos depois, o império foi forçado a assinar o Tratado de Sèvres, que previa entregar à França e ao Reino Unido as Regiões da Palestina, Síria, Líbano, Mesopotâmia, a desmilitarização e transformação em zonas internacionais dos estreitos de Bósforo, Dardanelos e do Mar de Mármara. O Tratado previa ainda a entrega da região de Esmirna à Grécia e de todos os territórios europeus à exceção de Constantinopla.

A ocupação de Istambul pelos Aliados e de Esmirna pelos gregos desencadeou a criação do Movimento Nacional Turco, sob a liderança do Atatürk. Três anos de embates sangrentos, bang-bang, baionetas e afins. O fim da guerra ficou marcado pela primeira transferência populacional compulsiva em larga escala do século XX. (Acha que só você é compulsivamente transferido pra dentro do metrô às 18h00 na estação da Sé???) Calcula-se que cerca de 2 milhões de pessoas foram deslocadas das suas terras, entre cristãos da Turquia e muçulmanos da Grécia.

Dessa forma, acaba o Império Otomano em 1 de novembro de 1922, quando a Grande Assembleia Nacional aboliu o cargo de sultão, destituindo Mehmed II (o tal Atatürk). O primo (briiiiimo) Abdülmecid II foi nomeado califa. A família real foi expulsa um ano depois e o Atatürk tornou-se o primeiro presidente da Turquia (com um brimo desses, quem precisa de inimigos, hu?!)



Mas Atatürk era bastante pra frentex... empreendeu um vasto programa de reformas, para tornar a Turquia um estado secular moderno: as mulheres passaram a ter os mesmos direitos legais dos homens, inclusive de voto, algo que não existia, em muitos países europeus. O código civil foi publicado com base no suíço, e o penal, no italiano. A educação passou para as mãos do Estado, sendo encerradas as escolas islâmicas.

I'm a DJYVAH! Só que não!


Quem me conhece e lembra minhas aventuras pelo mundo muçulmano, sabe que eu sou a rainha dele. Já me disseram que eles gostam de loiras, de clarinhas, de mulheres com curvas acentuadas (fiquei na dúvida se isso era elogio ou não... hahahahah). Enfim... o fato é que minha auto-estima por aqui vai às alturas. Um Sheik já ofereceu seu filho pra casar comigo, já quiseram dar a minha mãe um dote de 30 mil camelos (que ela só num aceitou, pq, segundo ela, eles fedem e babam demais) e ela já quase me trocou por diversas mercadorias e tapetes persas. 

Enfim, como não poderia ser diferente, aqui na Turquia também é assim. Ontem à noite, depois de ficar sozinha no Piano Bar (drunken forevis alone), resolvi ir para meu quarto. Três turcos estavam ali no Lobby também, e foram junto comigo para o hall de elevadores. Apertaram o botão para descer e eu, para subir. Assim que o meio de transporte chegou (com o indicativo de que desceria), eles me perguntaram: 
- Are you coming? (Você não vem?)
- Are you going up? (Vocês vão subir?)
Eles falaram qualquer coisa em turco e me respondem:
- Yes.
Não querendo parecer rude, eu entro no elevador, afinal, estou num hotel bom e o elevador é de vidro. Meu andar, que é o 12, já está apertado... Um deles me pergunta, com todo aquele sotaque adorável:
- Where are you from? (De onde você é?)
Eu, meio seca:
- From Brazil. (do Brasil)
Ele continuou:
- I'm from Turkey. (Sou da Turquia)
Deduzindo que ele não era de Istambul, já que estávamos num hotel, perguntei:
- But not from Istaumbul, right? (Mas não de Istambul, certo?)
- From Istambul! (de Istambul).

Eu já estava com medinho, sem entender mais nada... chegou meu andar, dei um "boa noite" seco, saí correndo pro meu quarto. Passei por um cara com um colete que dizia qualquer coisa como "Serviço". Dei boa noite e entrei rápido. Nem 5 minutos depois, as luzes do meu quarto se apagaram e não ligaram mais. Nem sequer os abajures. Eu não achava meu celular e tive a brilhante ideia de abrir a porta do quarto para procurá-lo, mas eu já estava só de calcinha, porque ia entrar no banho. Eis que na hora que abro a porta, escuto uma voz grossa dizendo: "hello". 



Meu coração veio à boca, achei que era um dos meninos estranhos atrás de mim, que eles tinham desligado a luz do meu quarto, para entrar nele. Num ato súbito de reflexo, bati a porta. Liguei para a recepção, disse que minhas luzes não estavam funcionando e o mesmo senhor com o colete "serviço" apareceu na minha porta, com um inglês meio macarrônico:
- Lady, you, no afraid. We problem lights. I help. (Moça, você sem medo. Nós problemas luz. Eu ajudo.)

Eu fiquei mal, em pensar que tinha batido a porta na cara dele... Mas, né?!

Bom, esse post já ficou imenso.
Amanhã posto as fotos e histórias de hoje.
Beijos.
Ju



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Whaaaaaaaaat?

Para quem está se perguntando o porquê desse título do blog "a blondie, a canon, a billion people, no broom. Oh boy" (tradução livre: uma loira, uma canon, um bilhão de pessoas, nenhuma vassoura. Meu Deus), explico. 

Acho que já ouvi mais lendas urbanas (e rurais) a respeito da Índia do que histórias sobre corrupção no Brasil. Não sei ao certo quais e quantas dessas anedotas condizem com a verdade, mas o fato é que todas me instigam desde que me conheço por gente. Por isso minha vontade de explorar esse país, tão rico em sua cultura (e em seu PIB, também. Para relembrar, a Índia é a décima economia do mundo e sofre dos mesmos problemas de distribuição de renda que o Brasil - o único problema é que as estruturas sociais são mais rígidas lá.) Mas de tudo o que eu li e ouvi, acho que o que mais me chocou foi saber que na Índia não há vassouras. Sem vassouras. Como assim? Em qualquer muquifo aqui no Brasil, em qualquer local, por mais simples que seja, tem um pedaço de madeira, com umas folhas de bananeira secas na ponta, amarradas com um fio qualquer e pronto! Se tem uma vassourinha. Mas na Índia, não... 

Eu até lido bem com o fato de não haver vasos sanitários, de a higiene ser precária, de barbeiros e dentistas fazerem seus serviços no meio da rua, das vacas andarem soltas e fazerem cocô no meio da rua, de não haver filas indianas na Índia - hahahahah (adoro esse também!!!! Momento curiosidade: as filas indianas são assim chamadas por causa dos Índios Norte-americanos. Eles andavam dessa forma, pois assim, o companheiro de trás podia apagar as pegadas do da frente. A não ser que o último brother da fila fosse o Curupira, não sei como esse "enganava" os inimigos... hahahahahaha). Mas não consigo lidar com o fato de não haver vassouras. 

Tudo bem, pode ser uma grande bazzinga do mundo ocidental. Contarei para vocês. Tudo registrado por essa blondie que vos fala, na minha canon, com provavelmente parte desse um bilhão de pessoas como coadjuvantes nessas fotos (nunca vi sequer uma foto da Índia sem um monte de indianos como papagaios de pirata). 

Acompanhem-me nessa aventura. 
Beijos,
Ju